sábado, 17 de setembro de 2016

A Grande Tribulação


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  A Grande Tribulação é o período de transição entre a Dispensação da Igreja e o Milênio. É um período de angústias e sofrimentos sem precedentes na história. Há quatro passagens clássicas sobre a Grande Tribulação nas Escrituras: Jr 30.7, Dn 12.1, Jl 2.2, Mt 24.21, e a passagem paralela em Mc 13.19. Os profetas e apóstolos falaram muito desse período, denominado-o de "Dia do Senhor" (Is 13.6, 9; Ez 13.5; Jl 1.15; 2.1; Am 5.18, 20; Zc 14.1; Ml 4.5; 1 Ts 5.2; 2 Ts 2.2; 2 Pd 3.10). Esse período foi determinado por Deus para fazer justiça contra a rebelião dos moradores da terra e para preparar a nação de Israel para o encontro com o seu Messias (Am 4.12). 

          O texto de Mt 24.15-28 diz respeito tanto à destruição de Jerusalém em 70 d.C., por Tito, general romano, como também à Grande Tribulação. Muitas coisas dessas profecias se cumpriram, estão registradas na história como prova da autenticidade e da inspiração divina dos evangelhos e da autoridade de Jesus. Isto é uma garantia do cumprimento dessas profecias no que diz respeito à Grande Tribulação e demais coisas relacionadas com a escatologia. Deus deixou a prova disto tudo na história para que ninguém possa duvidar da sua Palavra.             

          "Aflição tal qual nunca houve desde que há nação" (Mt 24.21), esta aflição, sem precedentes na história, será universal. O castigo de Deus virá sobre todos os moradores da terra, conforme descrito no livro de Apocalipse, do capítulo 6 até o 19. Israel passará por ela (Jr 30.7; Dn 12.1; Jl 2.2). Será um período caracterizado por pragas de toda ordem e pela manifestação da trindade satânica: a besta, o anticristo e o falso profeta. Um atuará na política, outro na economia e outro na religião. O anticristo fará um concerto com a nação de Israel por uma semana de anos (Dn 9.27). Mas na metade desse período o concerto será rompido, pois os judeus descobrirão que fizeram acordo com o anticristo. Só a partir daí que começa o período da angústia de Jacó (Jr 30.7). A cidade de Jerusalém será ainda tomada, por pouco tempo, pois no final da Grande Tribulação, o Senhor Jesus descerá para livrar seu povo (Zc 14.2-4).               

          Cristo não virá mais como uma criança indefesa, nascendo numa manjedoura para viver neste mundo entre os homens (Hb 9.28). Isso já aconteceu. Ele virá buscar o seu povo (1 Ts 4.14-17) e, depois dos sete anos da Grande Tribulação, virá para por fim a batalha do Armagedom (Ap 16.16), para julgar as nações (Jl 3.12-14; Mt 25.31-46), destruir o anticristo com o sopro de suas narinas (2 Ts 2.8) e aprisionar a besta e o falso profeta (Ap 19.20).

Fonte http://www.adjundiai.org.br/mensagens.php?destaque=276 acesso 17/09/2016 11:50

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A Bíblia e as Características das Pessoas Difíceis

nervosa
Conviver e relacionar-se com pessoas é uma arte! Exige tato, experiência e cuidado. As pessoas são diferentes de muitos modos, inclusive na forma como gostam de serem tratadas. Talvez uma bajulação faça bem ao ego de uma pessoa, mas outra recebe com desconfiança e desprezo. Há formas universais de tratar alguém. Todos desejam ser tratados com educação, respeito e cordialidade. Todavia, com alguns isto não basta, são necessárias altas dosagens de paciência, tolerância e resignação. É sobre esse tipo de pessoas, que certa psicoterapeuta chama de “porco-espinho”, e um outro psicólogo/conceitua como “gente tóxica”, que trataremos nesse artigo.
1. Invejosa e ciumenta (Pv 28.22; At 7.9; Tg 3.15; Rm 13.13).
A inveja é um sentimento destrutivo provocado pela insatisfação pessoal a respeito da felicidade e sucesso alheio (Pv 14.30). Ela se distingue do ciúme, uma outra obra da carne (Gn 30.1; Rm 13.13; Gl 5.20). A pessoa tem ciúme do que é dela e inveja do que é do outro. O ciumento quer primazia e exclusividade (Nm 11.27-29; Rm 11.11), já o invejoso tende a destruir ou ignorar o que alguém conquistou e a influenciar negativamente as outras pessoas (Gn 4.5; 37.11).
A inveja e o ciúme são pecados (Gl 5.20, 21) e opostos ao amor (1Co 13.4). Na Bíblia são conhecidos Caim (Gn 4.5), os patriarcas (At 7.9), Saul (1Sm 18.8) e os principais sacerdotes (Mc 15.10), todos, pessoas tóxicas, capazes de oprimir, injuriar, planejar o mal e até cometer assassinatos (Mt 27.18). O justo é advertido a não ter inveja dos ímpios (Sl 37.1; Pv 3.31; 23.17).
2. Opressora e agressiva (Êx 23. 9; Lv 19.33; Pv 14.31).
O opressor tem um conceito equivocado acerca do poder que exerce. Ele converte a legitima autoridade em opressão e a submissão em pena (Gn 16.6; Êx 1.11; 1Tm 1.13). Nesses dois versículos, o termo hebraico (‘ānâ) significa “humilhar” (ARA) ou “afligir” (ARC) e, no contexto, refere-se ao sofrimento advindo de uma tarefa difícil de realizar, podendo se estender ao castigo físico (1Tm 1.13 cf. At 26.9-11).
O opressor é autoritário e se favorece de sua função superior para impor sua vontade sobre os outros. Essa suposta superioridade às vezes é condicionada pela cultura (machismo, patriarcalismo, paternalismo), resultando em hostilidade e agressões às mulheres, crianças e indefesos (Sl 10.18; 34.18). O salmista pedia ao Senhor para que o livrasse de gente dessa laia (Sl 72.4; 119.121).
3. Murmuradora e mexiriqueira (Nm 17.5; Dt 1.27; 1Co 10.10).
Um dos termos hebraicos para murmuração (hāgâ) descreve o arrulhar da pomba e o rugir do leão após a captura da presa (Is 38.14; 31.4). A murmuração pode se manifestar sutil e docilmente  como o arrulhar da inofensiva pomba, como também manifesta-se perigosa e ameaçadora como o rugir do leão. Em ambas situações ela é perigosa e repreensiva. Tais metáforas descrevem o caráter sutil e ameaçador do murmurador e do mexiriqueiro, o “fofoqueiro”. Ambos usam as palavras para provocarem intrigas, rebeliões e para falarem mal do próximo (Êx 15.24; 16.2; Nm 14.2; 16.41; Lv19.16; Pv 11.13).
Segundo a Bíblia, essas pessoas tóxicas espalham veneno pela língua mentirosa (Pv 6.17), e, como flexa, procuram ferir outros disseminando desconfiança (Jr 9.8). O mexeriqueiro é intriguista e bisbilhoteiro. Uma das características desse execrável personagem é revelar os segredos que lhe são confidenciados (Pv 11.13). Seu prazer está em revelar aos outros aquilo que lhe foi transmitido em secreto. Ele gosta de insinuar maliciosamente dúvidas a respeito do cárater, das palavras e atos das pessoas. Ele é tão perigoso à unidade do grupo e à comunhão fraternal que a Bíblia o condena tenazmente: “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo” (Lv 19.16; 2Co 12.20). Paulo também repreende as mulheres mexeriqueiras na igreja. Elas se intrometiam na vida particular dos irmãos e falavam o que não convinha “de casa em casa” (1Tm 5.11-13). Disseminavam mentiras, intrigas e dúvidas concernentes à vida dos crentes. No Salmo 101.5, o Senhor é muitíssimo claro: “Aquele que difama o seu próximo às escondidas, eu o destruirei”. É muito difícil se relacionar com tais pessoas (2Tm 2.17).                     Pr. Esdras Bentho da CPAD News em 09/09/2016

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Na eternidade

"Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos
                                                            Salmos 116: 15


Partiu para o lar celestial na madrugada dia  16 de agosto nossa irmã em Cristo Sebastiana Luiza aos 87 anos de vida.   Deixou 7 filhos  e netos. Serva de Deus e dedicada a obra, mãe, avó e guerreira ,  após enfrentar uma luta muito grande e delicada contra uma enfermidade que a deixou hospitalizada por alguns meses. Aprouve a Deus a chamar para Si. Irmã Sebastiana com seu jeito muito simples conseguiu cativar o amor de toda a Comunidade Cristã Filadélfia,  carinhosamente chamávamos ela de  “ vó”,  “ vozinha”,  as crianças também tinham uma grande carinho por ela. O corpo foi velado na Comunidade Cristã Filadélfia, no dia 16/08 para o dia 17/08 na ocasião o pastor Luiz ,  familiares, membros da Filadélfia e amigos da irmã Sebastiana celebraram um culto fúnebre para  despedir desta  virtuosa mulher de Deus.

A Comunidade Cristã Filadélfia na pessoa do pastor Luiz A. Gonçalves e  todos os membros . Desejam a todos familiares nossos sinceros sentimentos.              
 E temos a certeza de encontrarmos no lar celestial.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Jejum bíblico: necessário e indispensável



Muitos cristãos já abdicaram do jejum bíblico. Esta prática cristã tem sido negligenciada em muitas de nossas igrejas. Alguns até acreditam que não precisamos mais jejuar. Os que assim pensam demonstram não conhecer as Escrituras. Quando Jesus foi interpelado pelo motivo de seus discípulos não jejuarem respondeu o seguinte: “Podem, andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão” (Mt 9.15). Jesus deixou o ensino bem claro, quando retornasse ao céu e enquanto não voltasse sua igreja deveria jejuar.

Jejum é abstenção completa ou parcial dos alimentos, é no Antigo Testamento uma prova de humilhação espiritual frequentemente descrita pela frase: “afligir a alma” (Lv 16.29-31). Os judeus jejuavam do pôr do sol de um dia até o pôr do sol do outro dia. Ou seja, das 18 horas de um dia, até às 18 horas do outro dia. Contabilizando assim, 24 horas de jejum.

O jejum era comum no Judaísmo e também no Cristianismo Primitivo e tem desaparecido quase que totalmente em algumas “igrejas”, certamente para o seu próprio detrimento. Em oposição ao comportamento de muitos nos tempos hodiernos, a Bíblia contém inúmeros exemplos de jejum:

            Jejum no Antigo Testamento:
           -Moisés ao receber a lei de Deus (Ex 34.28)
           -Davi ao orar pelo filho de Bate-Seba (2Sm 12.16)
           -Ester ao interceder pelos Judeus (Et 4.16)
           -Daniel ao orar em favor dos exilados (Dn 9.3)

            Jejum no Novo Testamento:
            -Jesus Cristo, antes de iniciar seu ministério (Lc 4.1-2)
            -Paulo após a sua conversão em Damasco (At 9.8-9)
            -A Igreja de Antioquia ao separar missionários (At 13.2-3)
             -Paulo e Barnabé ao empossar pastores (At 14.23)

Por meio destes exemplos podemos perceber que os jejuns foram realizados em momentos decisivos revestidos de magnitude e desenvolvimento espiritual na vida destes personagens bíblicos, inclusive do próprio filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo!
Modelo de jejum

No evangelho de Mateus temos o registro do ensino de Jesus de como devemos praticar o jejum. Somos advertidos a não realizar o jejum com motivações erradas. O jejum não deve servir para demonstração de espiritualidade. Nem para ser aplaudido ou reconhecido pelos homens. As orientações de Jesus, quanto ao jejum bíblico, são as seguintes:
“Não vos mostreis contristados” (Mt 6.16). É possível que a referência inclua a ideia de que os hipócritas tinham por hábito ficar sujos e barbudos. Colocavam tanta cinza na cabeça, que esta descia pelo rosto e barba desfigurando a fisionomia. A pretensão de piedade e o desejo de serem reconhecidos pelos homens foram ações condenadas por Jesus. O jejum tinha sido reduzido em mera formalidade, sem conteúdo verdadeiramente espiritual. Em nossos dias são igualmente condenáveis a falsa aparência de piedade.
“Unge a tua cabeça, e lava o teu rosto”(Mt 6.17). Na prática do jejum judaico, os atos de ungir-se e lavar-se eram proibidos, para que fossem demonstrados sentimentos de contrição e arrependimento. Na Nova Aliança, Jesus ensinou que o verdadeiro cristão não precisa ostentar o que faz e nem chamar atenção sobre si mesmo. Deve proceder normalmente de modo que ninguém perceba que esteja jejuando.

“Em secreto te recompensará” (Mt 6.18). O jejum deve fugir de toda motivação e propósito equivocado. A recompensa do verdadeiro jejum será concedida por Deus em secreto, para evitar o aplauso dos homens. Quem jejua publicamente recebe galardão humano. Aquele que o faz em secreto será recompensado pelo Senhor.
Qualquer outro modelo e forma de jejum é antibíblico e deve ser desconsiderado. Portanto, convido-lhe, neste novo ano, ao resgate e prática do jejum bíblico tão necessário e indispensável na vida do cristão.

Douglas Roberto de Almeida Baptista,  fonte http://www.cpadnews.com.br/blog/douglasbaptista/o-cristao-e-o-mundo/138/jejum-biblico:-necessario-e-indispensavel.html

domingo, 31 de julho de 2016

Apresentação de Vinicius Eduardo

Foi apresentado domingo dia 31 de julho o filho do casal Rosileia e Marcelo. Para acessar as fotos  clique no canto direito do site na barra FOTOS.



quarta-feira, 20 de julho de 2016

Por que Romanos 9 não avaliza a predestinação incondicional

                                      
É possível perder a salvação, se ela nos foi concedida pela graça de Deus? 

Haja vista a grande quantidade de perguntas repetitivas, de irmãos que estão chegando agora e não leram (ao que tudo indica) os outros artigos e as minhas respostas, resolvi escrever este último artigo, pelo qual concluo esta série. Só voltarei ao assunto se surgir uma argumentação nova, devidamente fundamentada, ou perguntas de interesse geral, pelas quais não se repitam os mesmos clichês predestinalistas.

Reitero, porém, que a doutrina da predestinação situando o crente na presciência de Deus não está na Bíblia para motivar choques de ideias, especulações ou coisas semelhantes, mas para Deus encorajar o crente. Através dessa doutrina, o Senhor está mostrando que antes que o mundo existisse, e o homem nascesse, Ele antecipou-se a tudo, prevendo problemas e dificuldades em nosso caminho e nos mostrando que é poderoso para nos levar a salvo para o seu Reino celestial (2 Tm 4.18, ARA; Fp 1.6; Jd vv.24,25).

Reafirmo que um salvo pode vir a se perder. Ele pode sim se desviar, cair em pecado e perecer, caso não se arrependa ante a insistência do Espírito Santo (Ez 18.24,26; 33.18; Hb 3.12-14; 5.9; 1 Tm 4.1; 5.15; 12.25; 2 Pe 3.17; 2.20-22; Rm 11.21,22; 1 Ts 5.15; Dt 30.19; 1 Cr 28.9; 2 Cr 15.2; 1 Co 10.12; Jo 15.6). Essa verdade fica ainda mais evidente quando consideramos o “se” condicional quanto à salvação (Hb 2.3; 3.6,14; Cl 1.22,23), bem como a condição “ao que vencer”, que aparece sete vezes em Apocalipse 2 e 3.

Quanto ao texto de João 10.27,28, é importante observar que o versículo 27 mostra as condições da ovelha, para que ela nunca venha a perecer, nem sair das mãos de Jesus e do Pai (cf. Jo 6.67). Outrossim, se não há perigo de queda definitiva para o crente, por que a Bíblia adverte com tanta ênfase para que ninguém caia (1 Co 10.12; Hb 3.12; Jo 15.6; 1 Tm 4.1 [“apostatarão”]; 2 Ts 2.3 [“apostasia”]; Pv 16.18; 28.14; Ap 2.4,5; Rm 8.13; 2 Pe 1.10; 1 Co 9.27; Nm 14.43)?

Em 1 Timóteo 2.4, está escrito: “[Deus] quer que todos os homens se salvem”. Nisto está incluído o mundo inteiro que queira. De fato, todos os que verdadeiramente crêem se salvam; somos testemunhas disso. O Senhor predestinou à salvação todo aquele que aceitar a Jesus. A própria aceitação já é um dom de Deus, para que ninguém se glorie julgando que assim contribuiu para a sua salvação.

A predestinação fatalista da alma, como ensinada pelos calvinistas, bem como a dependente de obras humanas, propalada pelos arminianos, não têm apoio na Palavra de Deus. O termo original de onde provém a nossa palavra “predestinação” (gr. pro-oridzo) significa “destinar de antemão”, “predeterminar”, “preestabelecer”, “prefixar”, “preeleger”, etc. (At 4.28; Rm 8.29,30; 1 Co 2.7; Ef 1.5,11).

Biblicamente, a predestinação não é a de uns para a vida eterna e a de outros para a perdição eterna. A predestinação é para os que quiserem ser salvos, conforme lemos em 2 Tessalonicenses 2.13, que Deus nos escolheu desde o princípio para a salvação. Ou, de acordo com 2 Timóteo 2.10, para que os “... escolhidos... também alcancem a salvação”.

Predestinação é o ato divino pelo qual Deus decide ou destina de antemão, segundo a sua soberana e perfeita vontade. Ela depende da eleição e seus propósitos. Eleição é o ato divino pelo qual Deus escolhe ou elege um povo para si, para salvá-lo (2 Ts 2.13). Predestinação é o ato de Deus determinar o futuro desse povo. No Novo Testamento, esse povo é a Igreja, o Corpo de Cristo, do qual — se somos salvos mesmo! — somos parte (Ef 1.22,23).

Na predestinação de Deus para a Igreja está a sua conformação à imagem do Filho de Deus (Rm 8.29), a sua chamada para a salvação (Rm 8.30), a sua justificação (Rm 8.30) e a sua glorificação (Rm 8.30). Essa conformação depende de chamada, justificação e glorificação. E depende, ainda, da santidade de Deus (Ef 1.4) e da adoção de filhos (Ef 1.5). 

A eleição divina não consiste somente na soberania de Deus, mas também na sua graça (Rm 11.5). Em relação a indivíduos, isoladamente, a predestinação e a eleição somente têm lugar se a pessoa estiver inclusa “em Cristo” (Ef 1.4), bem como permanecendo “santa e irrepreensível” (Ef 1.4b; Cl 1.22,23; 1 Co 1.2; Cl 1.2; 1 Jo 2.6). O crente está seguro quanto à sua salvação enquanto permanecer em Cristo (Jo 15.1-6). Não há segurança fora de Jesus e do seu aprisco. Não há segurança espiritual para ninguém, estando em pecado (cf. Rm 8.13; Hb 3.6; 5.9). Jesus guarda o crente do pecado; e nãono pecado.

Somos mantidos em Cristo pelo seu poder, mediante a nossa fé nEle (1 Pe 1.5; Jd v.20; 2 Co 1.24b). A salvação é eterna para os que obedecem ao Senhor (Hb 5.9; 1 Co 15.1,2). Estamos em pé pela fé em Cristo, e não pela predestinação: “tu estás em pé pela fé” (Rm 11.20); “se é que permaneceis firmes e fundados na fé” (Cl 1.22,23); “Deus é salvador de todos, mas principalmente dos fiéis [lit. “dos que crêem”]” (1 Tm 4.10).

Há vários outros textos que também mostram a segurança do crente somente enquanto este está em Cristo (Sl 91.14; 16.8; Hb 3.14; 2 Tm 1.12; 1 Co 1.8). O crente deve obedecer a Deus; não para que a sua obediência o salve ou o mantenha salvo, mas como uma expressão da sua salvação, do seu amor e da sua gratidão para com aquEle que o salvou. Não nos tornamos salvos por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer, mas pela fé em Jesus Cristo (At 16.31). A conservação da salvação também vem pela fé em Cristo, pois está escrito: “O justo viverá da fé” (Rm 1.17).

A doutrina da predestinação como ensinada pelo calvinismo só leva em conta a soberania de Deus, e não a sua graça (Rm 11.5; Tt 2.11) e a sua justiça (Sl 145.17; Rm 3.21; 1.17; 10.3). Em Ezequiel 18.23 e 33.11 vemos que Deus quer que o ímpio se converta, e não apenas os eleitos e predestinados. Ele jamais predestinaria alguém ao Inferno sem lhe dar oportunidade de salvação. Isso aviltaria a natureza dEle.

Se todos já estão predestinados quanto ao seu destino eterno, então não há lugar para escolha, decisão ou livre-arbítrio por parte do homem. Entretanto, temos essa escolha em vários textos bíblicos, como vimos. Que Deus nos conceda cada dia uma visão espiritual mais ampla e profunda, a fim de compreendermos a sublimidade da gloriosa salvação que Jesus Cristo consumou; da qual, pela graça de Deus, já somos participantes.

Em tempo: parabéns aos calvinistas pelos 500 anos do nascimento de Calvino! E parabéns aos arminianos pelos 400 anos da morte de Armínio!

Crer na predestinação e no livre-arbítrio não é um contra-senso 
Na Palavra de Deus temos tanto a predestinação divina como a livre-escolha humana, em relação à salvação; mas não uma predestinação em que uns são destinados à vida eterna, e outros, à perdição eterna. A Palavra de Deus também não apresenta uma livre-escolha humana, como se a salvação dependesse de obras, esforços e méritos humanos.
Os extremos nesse assunto são maléficos, propalando ensinos que a Bíblia não contém. A ênfase inconseqüente à soberania de Deus no tocante à salvação leva a pessoa a crer que a sua conduta e procedimento nada têm com a sua salvação. Por outro lado, a ênfase inconseqüente à livre-vontade (livre-arbítrio) do homem conduz ao engano de uma salvação dependente de obras, conduta e obediência humanas.

O perigo da prevalência do raciocínio humano

Somos salvos não por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer para Deus, mas pelo que Jesus já fez por nós, uma vez para sempre. Há muitos tendo a salvação dependente de suas obras, obediência, conduta, santidade, etc. Não é de admirar que os tais caiam e não se levantem, e que quando pequem duvidem da sua salvação.
Conquanto pareça incoerente e irreconciliável que algo predestinado por Deus admita livre-escolha ou livre-vontade, não é porque não entendemos algo, ou entendemo-lo apenas em parte, que deixa ele de existir.
No caso da predestinação e da livre-escolha, no tocante à salvação, a tendência humana é rejeitar uma ou outra. Entretanto, um exame atento e livre de preconceito da Palavra de Deus mostra que, através da obra redentora de Jesus, Deus destinou de antemão (predestinou) todos os homens à salvação: “quem quiser, tome de graça da água da vida” (Ap 22.17; Is 45.22; 55.1; Mt 11.28,29; 2 Co 6.2; 1 Tm 2.4). De acordo com João 12.32, todos podem ser atraídos a Cristo. Mas não são todos que seguem a Cristo.
Os predestinalistas — seguidores de João Calvino — dizem que o homem, decaído como está, no seu estado de depravação total, é incapaz de fazer livre-escolha concernente a sua salvação, pois está incapacitado espiritualmente para isso. Segundo essa teoria, Deus elegeu uns para a salvação, comunicando-lhes também a fé. Os demais, não-escolhidos, estão perdidos. Isso equivale a dizer que Cristo morreu apenas pelos “escolhidos”.
Do raciocínio acima decorre outro: que a graça de Deus é irresistível, isto é, não pode ser recusada por aqueles a quem Deus escolhe salvar. Segundo o predestinalismo, a salvação é um decreto divino, e a conversão é simplesmente o início da execução desse decreto. O termo “decreto” é extraído de textos como Romanos 8.28.
Afirmam também os predestinalistas que a vida eterna em Cristo é um dom de Deus, e que uma vez recebida não pode ser jamais perdida em conseqüência de qualquer ato ou determinação da vontade humana. E que se, de fato, o crente nasceu de novo, está eternamente salvo. Caso venha a desviar-se, comprometerá, sim, o seu galardão, mas jamais perderá a sua salvação, nem cairá em apostasia. É como alguém que, estando a bordo de um avião, navio ou trem, escorrega e cai, porém continua a bordo.
Dizem que o crente salvo “está escondido com Cristo em Deus” (Cl 3.3), e que o Inimigo jamais o achará, nem jamais o arrebatará dessa posição. Em abono dessa predestinação fatalista, os predestinalistas citam textos como João 6.37; 10.28,29; Romanos 8.28-30; Efésios 1.4,5; 2 Tessalonicenses 2.13; Eclesiastes 3.14; Filipenses 1.6; 1 Pedro 1.2; e Apocalipse 17.8 — mas sem interpretá-los à luz de seus respectivos contextos imediato e remoto.
Proceder como acima exposto é adaptar a Bíblia ao raciocínio humano; ou seja, ao modo humano de pensar, como se a Palavra de Deus dependesse de argumentos humanos. Mas ela não afirma que Cristo morreu apenas pelos eleitos. Ele morreu por todos (1 Tm 2.4,6; 1 Jo 2.2; 2 Pe 3.9; At 2.21; 10.43; Tt 2.11; Hb 2.9; Jo 3.15,16; 2 Co 5.14; Ap 22.17). O falso ensino de que o Senhor teria morrido apenas pelos eleitos pode conduzir a um desinteresse pela evangelização, haja vista Deus já ter escolhido os perdidos que vão para o inferno.

A irrefutabilidade do livre-arbítrio

Qualquer pessoa que crê em Jesus torna-se um dos escolhidos de Deus, pois somos eleitos em Cristo (Ef 1.4). Em Mateus 22.1-14, vemos que todos os convidados foram “chamados”; porém “escolhidos” foram os que aceitaram o convite do rei. No versículo 14, a expressão “muitos são chamados, mas poucos escolhidos” revela, portanto, que das multidões que ouvem o evangelho apenas uma pequena parte crê em Cristo e o segue.
Deus elegeu a si um povo chamado Igreja, e não indivíduos, isoladamente. Somos predestinados porque somos parte da Igreja de Deus; não somos parte da Igreja porque fomos antes, individualmente, predestinados. Se, na Igreja, como Corpo de Cristo, alguém individualmente se desvia, e não volta, a eleição da Igreja não se altera.
De igual modo foi a eleição de Israel. O Senhor elegeu aquele povo para si; não indivíduos de per si. É tanto que milhares de israelitas se desviaram, porém a eleição de Israel, como povo, prosseguiu.
A livre-escolha do homem é uma realidade inconteste. A Bíblia acentua a cada passo a responsabilidade do homem no tocante à sua salvação. Deus oferece a salvação e, mediante o seu Espírito, convence o pecador do seu pecado, da justiça e do juízo. O homem aceita a salvação ou rejeita-a (Is 1.19,20; Js 24.15; Dt 30.19; Jo 1.11,12; 3.15,16,19; Ap 22.17; Lc 13.34; At 7.51; 1 Rs 18.21; 1 Tm 4.1; 2 Cr 15.2; Mc 16.16; Hb 2.3; 3.12; 12.25).
Não existe graça irresistível. O homem através dos tempos tem resistido a Deus, por suas incredulidade e rebeldia (At 7.51; 1 Ts 5.19; Pv 1.23-30; Mt 23.37; 2 Pe 2.21; Hb 6.6,7; Tg 5.19). A ação do Espírito Santo no pecador, para que se salve, é persuasiva, e não compulsória (2 Co 5.11).

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi -  fonte  :   http://cirozibordi.blogspot.com.br/search?q=predestina%C3%A7%C3%A3o acesso 20/07/2016

terça-feira, 21 de junho de 2016

A RESSURREIÇÃO CORPORAL DE JESUS

COMO VOCÊ RESPONDERIA AS SEGUINTES PERGUNTAS?
1. QUAL A IMPORTÂNCIA DA FÉ NA RESSURREIÇÃO CORPORAL DE JESUS?
Etimologia da palavra ressurreição:
O verbo ressuscitar ou o substantivo ressurreição no grego egeiro significa “levantar”. Usa-se para indicar “levantar dos mortos”, e, anastasis (do grego) que vem de dois vocábulos: ana: “acima”, “para cima” e histemi “colocar em pé”. Ressurreição, portanto, significa “levantar dentre os mortos”
2. QUAIS AS SEITAS QUE NEGAM A RESSURREIÇÃO CORPORAL DE JESUS E O QUE ENSINAM?
AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ – A IGREJA DA UNIFICAÇÃO DO REV MOON – ESPIRITISMO
3. QUAIS SÃO AS PROVAS BÍBLICAS DA RESSURREIÇÃO DE JESUS?
1. AS DECLARAÇÕES DE JESUS QUE RESSUSCITARIA CORPORALMENTE: (MT 16:21; JO 2:18-22).
2. O TÚMULO VAZIO: (LC 24:1-3).
3. APARIÇÕES:
3.1. A MARIA MADALENA: (Mc 16.9).
3.2. AS MULHERES (Mt 28.9).
3.3. A PEDRO: (1 Co 15.5; Jo 21.15-17).
3.4. NO CAMINHO DE EMAÚS: (Mc 16.12; Lc 24.13-35).
3.5. ELES COMERAM COM ELES: (Lc 24.30).
3.6. AOS ONZE (Jo 20.24-31).
3.7. AOS SETE DISCÍPULOS (Jo 21.4,6,12-14).
3.8. AOS APÓSTOLOS NA GRANDE COMISSÃO (Mt 28.16-20).
3.9. AOS QUINHENTOS (1 Co 15.6).
3.10. A TIAGO: (1 Co 15.7).
3.11. NA ASCENSÃO (At 1.8-11).
3.12. A PAULO ( 1 Co 15.8).
4. A NATUREZA DE SEU CORPO RESSURRETO:
4.1 – Era um corpo real (Jo 20.20,27).
4.2 – Foi identificado com aquele que fora colocado no túmulo: (Jo 20.25-29).
4.3 – Foi transformado de modo a nunca mais ser sujeito à morte e a limitações: (Rm 6.9).
4.4 – O corpo de Jesus não viu a corrupção: (Sl 16.10; At 2.24-30).
4. COMO RESPONDER AS OBJEÇÕES CONTRA A RESSURREIÇÃO CORPORAL DE JESUS?
OBJEÇÃO 1: Jesus materializou um corpo como os anjos o fizeram no passado (Gn 19.1-3).
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Os anjos assumiram corpos porque eram incorpóreos(Hb 1.14) e nenhum deles tinha morrido. Jesus, no entanto, “tornou-se carne” (Jo 1.14 ).
OBJEÇÃO 2: Não foi reconhecido por seus discípulos: Perguntam: se Jesus ressuscitou fisicamente, por que Maria Madalena, os discípulos de Emaús e outros não o reconheceram prontamente?
RESPOSTA APOLOGÉTICA:
1. Maria Madalena (Jo 20.11-18): Era escuro quando Maria foi ao sepulcro (Jo 20.1).
OBJEÇÃO 3.
1. Carne e sangue não herdam o reino de Deus (1 Co 15.50).
2. morto na carne e ressuscitado em espírito (1 Co 15.45;1 Pe 3.18).
RESPOSTA APOLOGÉTICA:
1. Carne e sangue (1 Co 15.50) indica o homem natural em estado corruptível, mortal, não pode herdar realmente o reino de Deus, a menos que seja transformado ou que seja ressuscitado em corpo incorruptível e imortal (1 Co 15.51-53)
2. tornou-se espírito vivificante (1 Co 15.45) Falando de Jesus como o segundo Adão significa que não só vive, mas concede vida, ao contrário de Adão que trouxe morte (Rm 5.12).
3. vivificado no espírito (ou pelo Espírito), significando que pelo Espírito Santo Jesus foi ressuscitado e que o mesmo Espírito ressuscitará nossos corpos mortais. “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita”. (Rm 8.11 NVI).
OBJEÇÃO 4: Deus removeu o corpo de Jesus como havia removido o corpo de Moisés (Dt 34.5,6).
RESPOSTA APOLOGÉTICA:
O corpo de Moisés não foi removido da sepultura, mas o seu túmulo foi escondido em lugar que ninguém o encontrou, ao passo que a sepulcro de Jesus foi encontrado, mas não o seu corpo (Lc 24.1-3).
OBJEÇÃO 5: O homem terrestre, Jesus de Nazaré, não mais existe. Foi morto em 33 EC.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Alguns dias depois da ascensão de Jesus, Pedro e João curaram o coxo de nascença à porta do templo, em nome de Jesus, o Nazareno:”E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.” (At 3.6).” Jesus, homem é nosso mediador: (1TM 2:5) “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.”
OBJEÇÃO 6: Jesus ressuscitado era um espírito glorificado, não o corpo glorificado.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: morre um corpo sem espírito (segundo as testemunhas de Jeová) e ressuscita um espírito sem corpo. Ressurreição espiritual ocorre com os mortos espirituais e não com os mortos físicos.”PORTANTO, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.” (Cl 3.1).
Fonte extraído na íntegra do site > http://www.iepaz.org.br/a-ressurreicao-corporal-de-jesus-2/  em 21/06/2016

segunda-feira, 13 de junho de 2016

O Verdadeiro Evangelho


"Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho"
(Gálatas 1:6)

O que é o Evangelho? Acho que a maioria das pessoas não sabe. Algumas pessoas podem pensar que a maioria dos brasileiros já ouviu o evangelho, mas eu discordo. Não acho que ouviram. Tenho ouvido que muitos pregadores falam do evangelho mas não entregam o evangelho. Temos que ser cuidadosos para fazer uma apresentação precisa. Caso contrário, pode ocorrer um efeito desastroso. Não queremos editar a Palavra de Deus. Não precisamos tentar faze-la mais interessante ao excluir coisas Dela. Também não precisamos faze-La mais complexa adicionando coisas a Ela. Só precisamos declarar a Palavra como ela é, e deixar Deus fazer o Seu trabalho.

Tanto quanto possível podemos procurar construir uma ponte e sermos discretos. Então, estabelecido isso, precisamos compartilhar a verdade da boa nova de Jesus Cristo. A Bíblia adverte sobre um evangelho diferente para as pessoas acreditarem. A apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas: "Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho" (Gálatas 1:6). Devemos nos certificar de que estamos entregando o verdadeiro evangelho.

Aqui está o problema: as pessoas não vão apreciar completamente a boa notícia enquanto não tomarem conhecimento das más notícias. A má notícia é que todos pecamos contra Deus e caímos dos Seus padrões. E se não nos distanciarmos do pecado, a Bíblia diz que vamos passar a eternidade separados de Deus, no inferno.

Certa vez pediram a C. H. Spurgeon para resumir a fé em Cristo em poucas palavras. C. H. Spurgeon usou quatro: "Jesus morreu por mim". Se você sabe esse tanto, então está preparado para compartilhar o evangelho.
Fonte: devocionaisdiarios.com