terça-feira, 2 de agosto de 2016

Jejum bíblico: necessário e indispensável



Muitos cristãos já abdicaram do jejum bíblico. Esta prática cristã tem sido negligenciada em muitas de nossas igrejas. Alguns até acreditam que não precisamos mais jejuar. Os que assim pensam demonstram não conhecer as Escrituras. Quando Jesus foi interpelado pelo motivo de seus discípulos não jejuarem respondeu o seguinte: “Podem, andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão” (Mt 9.15). Jesus deixou o ensino bem claro, quando retornasse ao céu e enquanto não voltasse sua igreja deveria jejuar.

Jejum é abstenção completa ou parcial dos alimentos, é no Antigo Testamento uma prova de humilhação espiritual frequentemente descrita pela frase: “afligir a alma” (Lv 16.29-31). Os judeus jejuavam do pôr do sol de um dia até o pôr do sol do outro dia. Ou seja, das 18 horas de um dia, até às 18 horas do outro dia. Contabilizando assim, 24 horas de jejum.

O jejum era comum no Judaísmo e também no Cristianismo Primitivo e tem desaparecido quase que totalmente em algumas “igrejas”, certamente para o seu próprio detrimento. Em oposição ao comportamento de muitos nos tempos hodiernos, a Bíblia contém inúmeros exemplos de jejum:

            Jejum no Antigo Testamento:
           -Moisés ao receber a lei de Deus (Ex 34.28)
           -Davi ao orar pelo filho de Bate-Seba (2Sm 12.16)
           -Ester ao interceder pelos Judeus (Et 4.16)
           -Daniel ao orar em favor dos exilados (Dn 9.3)

            Jejum no Novo Testamento:
            -Jesus Cristo, antes de iniciar seu ministério (Lc 4.1-2)
            -Paulo após a sua conversão em Damasco (At 9.8-9)
            -A Igreja de Antioquia ao separar missionários (At 13.2-3)
             -Paulo e Barnabé ao empossar pastores (At 14.23)

Por meio destes exemplos podemos perceber que os jejuns foram realizados em momentos decisivos revestidos de magnitude e desenvolvimento espiritual na vida destes personagens bíblicos, inclusive do próprio filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo!
Modelo de jejum

No evangelho de Mateus temos o registro do ensino de Jesus de como devemos praticar o jejum. Somos advertidos a não realizar o jejum com motivações erradas. O jejum não deve servir para demonstração de espiritualidade. Nem para ser aplaudido ou reconhecido pelos homens. As orientações de Jesus, quanto ao jejum bíblico, são as seguintes:
“Não vos mostreis contristados” (Mt 6.16). É possível que a referência inclua a ideia de que os hipócritas tinham por hábito ficar sujos e barbudos. Colocavam tanta cinza na cabeça, que esta descia pelo rosto e barba desfigurando a fisionomia. A pretensão de piedade e o desejo de serem reconhecidos pelos homens foram ações condenadas por Jesus. O jejum tinha sido reduzido em mera formalidade, sem conteúdo verdadeiramente espiritual. Em nossos dias são igualmente condenáveis a falsa aparência de piedade.
“Unge a tua cabeça, e lava o teu rosto”(Mt 6.17). Na prática do jejum judaico, os atos de ungir-se e lavar-se eram proibidos, para que fossem demonstrados sentimentos de contrição e arrependimento. Na Nova Aliança, Jesus ensinou que o verdadeiro cristão não precisa ostentar o que faz e nem chamar atenção sobre si mesmo. Deve proceder normalmente de modo que ninguém perceba que esteja jejuando.

“Em secreto te recompensará” (Mt 6.18). O jejum deve fugir de toda motivação e propósito equivocado. A recompensa do verdadeiro jejum será concedida por Deus em secreto, para evitar o aplauso dos homens. Quem jejua publicamente recebe galardão humano. Aquele que o faz em secreto será recompensado pelo Senhor.
Qualquer outro modelo e forma de jejum é antibíblico e deve ser desconsiderado. Portanto, convido-lhe, neste novo ano, ao resgate e prática do jejum bíblico tão necessário e indispensável na vida do cristão.

Douglas Roberto de Almeida Baptista,  fonte http://www.cpadnews.com.br/blog/douglasbaptista/o-cristao-e-o-mundo/138/jejum-biblico:-necessario-e-indispensavel.html

domingo, 31 de julho de 2016

Apresentação de Vinicius Eduardo

Foi apresentado domingo dia 31 de julho o filho do casal Rosileia e Marcelo. Para acessar as fotos  clique no canto direito do site na barra FOTOS.



quarta-feira, 20 de julho de 2016

Por que Romanos 9 não avaliza a predestinação incondicional

                                      
É possível perder a salvação, se ela nos foi concedida pela graça de Deus? 

Haja vista a grande quantidade de perguntas repetitivas, de irmãos que estão chegando agora e não leram (ao que tudo indica) os outros artigos e as minhas respostas, resolvi escrever este último artigo, pelo qual concluo esta série. Só voltarei ao assunto se surgir uma argumentação nova, devidamente fundamentada, ou perguntas de interesse geral, pelas quais não se repitam os mesmos clichês predestinalistas.

Reitero, porém, que a doutrina da predestinação situando o crente na presciência de Deus não está na Bíblia para motivar choques de ideias, especulações ou coisas semelhantes, mas para Deus encorajar o crente. Através dessa doutrina, o Senhor está mostrando que antes que o mundo existisse, e o homem nascesse, Ele antecipou-se a tudo, prevendo problemas e dificuldades em nosso caminho e nos mostrando que é poderoso para nos levar a salvo para o seu Reino celestial (2 Tm 4.18, ARA; Fp 1.6; Jd vv.24,25).

Reafirmo que um salvo pode vir a se perder. Ele pode sim se desviar, cair em pecado e perecer, caso não se arrependa ante a insistência do Espírito Santo (Ez 18.24,26; 33.18; Hb 3.12-14; 5.9; 1 Tm 4.1; 5.15; 12.25; 2 Pe 3.17; 2.20-22; Rm 11.21,22; 1 Ts 5.15; Dt 30.19; 1 Cr 28.9; 2 Cr 15.2; 1 Co 10.12; Jo 15.6). Essa verdade fica ainda mais evidente quando consideramos o “se” condicional quanto à salvação (Hb 2.3; 3.6,14; Cl 1.22,23), bem como a condição “ao que vencer”, que aparece sete vezes em Apocalipse 2 e 3.

Quanto ao texto de João 10.27,28, é importante observar que o versículo 27 mostra as condições da ovelha, para que ela nunca venha a perecer, nem sair das mãos de Jesus e do Pai (cf. Jo 6.67). Outrossim, se não há perigo de queda definitiva para o crente, por que a Bíblia adverte com tanta ênfase para que ninguém caia (1 Co 10.12; Hb 3.12; Jo 15.6; 1 Tm 4.1 [“apostatarão”]; 2 Ts 2.3 [“apostasia”]; Pv 16.18; 28.14; Ap 2.4,5; Rm 8.13; 2 Pe 1.10; 1 Co 9.27; Nm 14.43)?

Em 1 Timóteo 2.4, está escrito: “[Deus] quer que todos os homens se salvem”. Nisto está incluído o mundo inteiro que queira. De fato, todos os que verdadeiramente crêem se salvam; somos testemunhas disso. O Senhor predestinou à salvação todo aquele que aceitar a Jesus. A própria aceitação já é um dom de Deus, para que ninguém se glorie julgando que assim contribuiu para a sua salvação.

A predestinação fatalista da alma, como ensinada pelos calvinistas, bem como a dependente de obras humanas, propalada pelos arminianos, não têm apoio na Palavra de Deus. O termo original de onde provém a nossa palavra “predestinação” (gr. pro-oridzo) significa “destinar de antemão”, “predeterminar”, “preestabelecer”, “prefixar”, “preeleger”, etc. (At 4.28; Rm 8.29,30; 1 Co 2.7; Ef 1.5,11).

Biblicamente, a predestinação não é a de uns para a vida eterna e a de outros para a perdição eterna. A predestinação é para os que quiserem ser salvos, conforme lemos em 2 Tessalonicenses 2.13, que Deus nos escolheu desde o princípio para a salvação. Ou, de acordo com 2 Timóteo 2.10, para que os “... escolhidos... também alcancem a salvação”.

Predestinação é o ato divino pelo qual Deus decide ou destina de antemão, segundo a sua soberana e perfeita vontade. Ela depende da eleição e seus propósitos. Eleição é o ato divino pelo qual Deus escolhe ou elege um povo para si, para salvá-lo (2 Ts 2.13). Predestinação é o ato de Deus determinar o futuro desse povo. No Novo Testamento, esse povo é a Igreja, o Corpo de Cristo, do qual — se somos salvos mesmo! — somos parte (Ef 1.22,23).

Na predestinação de Deus para a Igreja está a sua conformação à imagem do Filho de Deus (Rm 8.29), a sua chamada para a salvação (Rm 8.30), a sua justificação (Rm 8.30) e a sua glorificação (Rm 8.30). Essa conformação depende de chamada, justificação e glorificação. E depende, ainda, da santidade de Deus (Ef 1.4) e da adoção de filhos (Ef 1.5). 

A eleição divina não consiste somente na soberania de Deus, mas também na sua graça (Rm 11.5). Em relação a indivíduos, isoladamente, a predestinação e a eleição somente têm lugar se a pessoa estiver inclusa “em Cristo” (Ef 1.4), bem como permanecendo “santa e irrepreensível” (Ef 1.4b; Cl 1.22,23; 1 Co 1.2; Cl 1.2; 1 Jo 2.6). O crente está seguro quanto à sua salvação enquanto permanecer em Cristo (Jo 15.1-6). Não há segurança fora de Jesus e do seu aprisco. Não há segurança espiritual para ninguém, estando em pecado (cf. Rm 8.13; Hb 3.6; 5.9). Jesus guarda o crente do pecado; e nãono pecado.

Somos mantidos em Cristo pelo seu poder, mediante a nossa fé nEle (1 Pe 1.5; Jd v.20; 2 Co 1.24b). A salvação é eterna para os que obedecem ao Senhor (Hb 5.9; 1 Co 15.1,2). Estamos em pé pela fé em Cristo, e não pela predestinação: “tu estás em pé pela fé” (Rm 11.20); “se é que permaneceis firmes e fundados na fé” (Cl 1.22,23); “Deus é salvador de todos, mas principalmente dos fiéis [lit. “dos que crêem”]” (1 Tm 4.10).

Há vários outros textos que também mostram a segurança do crente somente enquanto este está em Cristo (Sl 91.14; 16.8; Hb 3.14; 2 Tm 1.12; 1 Co 1.8). O crente deve obedecer a Deus; não para que a sua obediência o salve ou o mantenha salvo, mas como uma expressão da sua salvação, do seu amor e da sua gratidão para com aquEle que o salvou. Não nos tornamos salvos por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer, mas pela fé em Jesus Cristo (At 16.31). A conservação da salvação também vem pela fé em Cristo, pois está escrito: “O justo viverá da fé” (Rm 1.17).

A doutrina da predestinação como ensinada pelo calvinismo só leva em conta a soberania de Deus, e não a sua graça (Rm 11.5; Tt 2.11) e a sua justiça (Sl 145.17; Rm 3.21; 1.17; 10.3). Em Ezequiel 18.23 e 33.11 vemos que Deus quer que o ímpio se converta, e não apenas os eleitos e predestinados. Ele jamais predestinaria alguém ao Inferno sem lhe dar oportunidade de salvação. Isso aviltaria a natureza dEle.

Se todos já estão predestinados quanto ao seu destino eterno, então não há lugar para escolha, decisão ou livre-arbítrio por parte do homem. Entretanto, temos essa escolha em vários textos bíblicos, como vimos. Que Deus nos conceda cada dia uma visão espiritual mais ampla e profunda, a fim de compreendermos a sublimidade da gloriosa salvação que Jesus Cristo consumou; da qual, pela graça de Deus, já somos participantes.

Em tempo: parabéns aos calvinistas pelos 500 anos do nascimento de Calvino! E parabéns aos arminianos pelos 400 anos da morte de Armínio!

Crer na predestinação e no livre-arbítrio não é um contra-senso 
Na Palavra de Deus temos tanto a predestinação divina como a livre-escolha humana, em relação à salvação; mas não uma predestinação em que uns são destinados à vida eterna, e outros, à perdição eterna. A Palavra de Deus também não apresenta uma livre-escolha humana, como se a salvação dependesse de obras, esforços e méritos humanos.
Os extremos nesse assunto são maléficos, propalando ensinos que a Bíblia não contém. A ênfase inconseqüente à soberania de Deus no tocante à salvação leva a pessoa a crer que a sua conduta e procedimento nada têm com a sua salvação. Por outro lado, a ênfase inconseqüente à livre-vontade (livre-arbítrio) do homem conduz ao engano de uma salvação dependente de obras, conduta e obediência humanas.

O perigo da prevalência do raciocínio humano

Somos salvos não por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer para Deus, mas pelo que Jesus já fez por nós, uma vez para sempre. Há muitos tendo a salvação dependente de suas obras, obediência, conduta, santidade, etc. Não é de admirar que os tais caiam e não se levantem, e que quando pequem duvidem da sua salvação.
Conquanto pareça incoerente e irreconciliável que algo predestinado por Deus admita livre-escolha ou livre-vontade, não é porque não entendemos algo, ou entendemo-lo apenas em parte, que deixa ele de existir.
No caso da predestinação e da livre-escolha, no tocante à salvação, a tendência humana é rejeitar uma ou outra. Entretanto, um exame atento e livre de preconceito da Palavra de Deus mostra que, através da obra redentora de Jesus, Deus destinou de antemão (predestinou) todos os homens à salvação: “quem quiser, tome de graça da água da vida” (Ap 22.17; Is 45.22; 55.1; Mt 11.28,29; 2 Co 6.2; 1 Tm 2.4). De acordo com João 12.32, todos podem ser atraídos a Cristo. Mas não são todos que seguem a Cristo.
Os predestinalistas — seguidores de João Calvino — dizem que o homem, decaído como está, no seu estado de depravação total, é incapaz de fazer livre-escolha concernente a sua salvação, pois está incapacitado espiritualmente para isso. Segundo essa teoria, Deus elegeu uns para a salvação, comunicando-lhes também a fé. Os demais, não-escolhidos, estão perdidos. Isso equivale a dizer que Cristo morreu apenas pelos “escolhidos”.
Do raciocínio acima decorre outro: que a graça de Deus é irresistível, isto é, não pode ser recusada por aqueles a quem Deus escolhe salvar. Segundo o predestinalismo, a salvação é um decreto divino, e a conversão é simplesmente o início da execução desse decreto. O termo “decreto” é extraído de textos como Romanos 8.28.
Afirmam também os predestinalistas que a vida eterna em Cristo é um dom de Deus, e que uma vez recebida não pode ser jamais perdida em conseqüência de qualquer ato ou determinação da vontade humana. E que se, de fato, o crente nasceu de novo, está eternamente salvo. Caso venha a desviar-se, comprometerá, sim, o seu galardão, mas jamais perderá a sua salvação, nem cairá em apostasia. É como alguém que, estando a bordo de um avião, navio ou trem, escorrega e cai, porém continua a bordo.
Dizem que o crente salvo “está escondido com Cristo em Deus” (Cl 3.3), e que o Inimigo jamais o achará, nem jamais o arrebatará dessa posição. Em abono dessa predestinação fatalista, os predestinalistas citam textos como João 6.37; 10.28,29; Romanos 8.28-30; Efésios 1.4,5; 2 Tessalonicenses 2.13; Eclesiastes 3.14; Filipenses 1.6; 1 Pedro 1.2; e Apocalipse 17.8 — mas sem interpretá-los à luz de seus respectivos contextos imediato e remoto.
Proceder como acima exposto é adaptar a Bíblia ao raciocínio humano; ou seja, ao modo humano de pensar, como se a Palavra de Deus dependesse de argumentos humanos. Mas ela não afirma que Cristo morreu apenas pelos eleitos. Ele morreu por todos (1 Tm 2.4,6; 1 Jo 2.2; 2 Pe 3.9; At 2.21; 10.43; Tt 2.11; Hb 2.9; Jo 3.15,16; 2 Co 5.14; Ap 22.17). O falso ensino de que o Senhor teria morrido apenas pelos eleitos pode conduzir a um desinteresse pela evangelização, haja vista Deus já ter escolhido os perdidos que vão para o inferno.

A irrefutabilidade do livre-arbítrio

Qualquer pessoa que crê em Jesus torna-se um dos escolhidos de Deus, pois somos eleitos em Cristo (Ef 1.4). Em Mateus 22.1-14, vemos que todos os convidados foram “chamados”; porém “escolhidos” foram os que aceitaram o convite do rei. No versículo 14, a expressão “muitos são chamados, mas poucos escolhidos” revela, portanto, que das multidões que ouvem o evangelho apenas uma pequena parte crê em Cristo e o segue.
Deus elegeu a si um povo chamado Igreja, e não indivíduos, isoladamente. Somos predestinados porque somos parte da Igreja de Deus; não somos parte da Igreja porque fomos antes, individualmente, predestinados. Se, na Igreja, como Corpo de Cristo, alguém individualmente se desvia, e não volta, a eleição da Igreja não se altera.
De igual modo foi a eleição de Israel. O Senhor elegeu aquele povo para si; não indivíduos de per si. É tanto que milhares de israelitas se desviaram, porém a eleição de Israel, como povo, prosseguiu.
A livre-escolha do homem é uma realidade inconteste. A Bíblia acentua a cada passo a responsabilidade do homem no tocante à sua salvação. Deus oferece a salvação e, mediante o seu Espírito, convence o pecador do seu pecado, da justiça e do juízo. O homem aceita a salvação ou rejeita-a (Is 1.19,20; Js 24.15; Dt 30.19; Jo 1.11,12; 3.15,16,19; Ap 22.17; Lc 13.34; At 7.51; 1 Rs 18.21; 1 Tm 4.1; 2 Cr 15.2; Mc 16.16; Hb 2.3; 3.12; 12.25).
Não existe graça irresistível. O homem através dos tempos tem resistido a Deus, por suas incredulidade e rebeldia (At 7.51; 1 Ts 5.19; Pv 1.23-30; Mt 23.37; 2 Pe 2.21; Hb 6.6,7; Tg 5.19). A ação do Espírito Santo no pecador, para que se salve, é persuasiva, e não compulsória (2 Co 5.11).

Em Cristo,

Ciro Sanches Zibordi -  fonte  :   http://cirozibordi.blogspot.com.br/search?q=predestina%C3%A7%C3%A3o acesso 20/07/2016

terça-feira, 21 de junho de 2016

A RESSURREIÇÃO CORPORAL DE JESUS

COMO VOCÊ RESPONDERIA AS SEGUINTES PERGUNTAS?
1. QUAL A IMPORTÂNCIA DA FÉ NA RESSURREIÇÃO CORPORAL DE JESUS?
Etimologia da palavra ressurreição:
O verbo ressuscitar ou o substantivo ressurreição no grego egeiro significa “levantar”. Usa-se para indicar “levantar dos mortos”, e, anastasis (do grego) que vem de dois vocábulos: ana: “acima”, “para cima” e histemi “colocar em pé”. Ressurreição, portanto, significa “levantar dentre os mortos”
2. QUAIS AS SEITAS QUE NEGAM A RESSURREIÇÃO CORPORAL DE JESUS E O QUE ENSINAM?
AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ – A IGREJA DA UNIFICAÇÃO DO REV MOON – ESPIRITISMO
3. QUAIS SÃO AS PROVAS BÍBLICAS DA RESSURREIÇÃO DE JESUS?
1. AS DECLARAÇÕES DE JESUS QUE RESSUSCITARIA CORPORALMENTE: (MT 16:21; JO 2:18-22).
2. O TÚMULO VAZIO: (LC 24:1-3).
3. APARIÇÕES:
3.1. A MARIA MADALENA: (Mc 16.9).
3.2. AS MULHERES (Mt 28.9).
3.3. A PEDRO: (1 Co 15.5; Jo 21.15-17).
3.4. NO CAMINHO DE EMAÚS: (Mc 16.12; Lc 24.13-35).
3.5. ELES COMERAM COM ELES: (Lc 24.30).
3.6. AOS ONZE (Jo 20.24-31).
3.7. AOS SETE DISCÍPULOS (Jo 21.4,6,12-14).
3.8. AOS APÓSTOLOS NA GRANDE COMISSÃO (Mt 28.16-20).
3.9. AOS QUINHENTOS (1 Co 15.6).
3.10. A TIAGO: (1 Co 15.7).
3.11. NA ASCENSÃO (At 1.8-11).
3.12. A PAULO ( 1 Co 15.8).
4. A NATUREZA DE SEU CORPO RESSURRETO:
4.1 – Era um corpo real (Jo 20.20,27).
4.2 – Foi identificado com aquele que fora colocado no túmulo: (Jo 20.25-29).
4.3 – Foi transformado de modo a nunca mais ser sujeito à morte e a limitações: (Rm 6.9).
4.4 – O corpo de Jesus não viu a corrupção: (Sl 16.10; At 2.24-30).
4. COMO RESPONDER AS OBJEÇÕES CONTRA A RESSURREIÇÃO CORPORAL DE JESUS?
OBJEÇÃO 1: Jesus materializou um corpo como os anjos o fizeram no passado (Gn 19.1-3).
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Os anjos assumiram corpos porque eram incorpóreos(Hb 1.14) e nenhum deles tinha morrido. Jesus, no entanto, “tornou-se carne” (Jo 1.14 ).
OBJEÇÃO 2: Não foi reconhecido por seus discípulos: Perguntam: se Jesus ressuscitou fisicamente, por que Maria Madalena, os discípulos de Emaús e outros não o reconheceram prontamente?
RESPOSTA APOLOGÉTICA:
1. Maria Madalena (Jo 20.11-18): Era escuro quando Maria foi ao sepulcro (Jo 20.1).
OBJEÇÃO 3.
1. Carne e sangue não herdam o reino de Deus (1 Co 15.50).
2. morto na carne e ressuscitado em espírito (1 Co 15.45;1 Pe 3.18).
RESPOSTA APOLOGÉTICA:
1. Carne e sangue (1 Co 15.50) indica o homem natural em estado corruptível, mortal, não pode herdar realmente o reino de Deus, a menos que seja transformado ou que seja ressuscitado em corpo incorruptível e imortal (1 Co 15.51-53)
2. tornou-se espírito vivificante (1 Co 15.45) Falando de Jesus como o segundo Adão significa que não só vive, mas concede vida, ao contrário de Adão que trouxe morte (Rm 5.12).
3. vivificado no espírito (ou pelo Espírito), significando que pelo Espírito Santo Jesus foi ressuscitado e que o mesmo Espírito ressuscitará nossos corpos mortais. “E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita”. (Rm 8.11 NVI).
OBJEÇÃO 4: Deus removeu o corpo de Jesus como havia removido o corpo de Moisés (Dt 34.5,6).
RESPOSTA APOLOGÉTICA:
O corpo de Moisés não foi removido da sepultura, mas o seu túmulo foi escondido em lugar que ninguém o encontrou, ao passo que a sepulcro de Jesus foi encontrado, mas não o seu corpo (Lc 24.1-3).
OBJEÇÃO 5: O homem terrestre, Jesus de Nazaré, não mais existe. Foi morto em 33 EC.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: Alguns dias depois da ascensão de Jesus, Pedro e João curaram o coxo de nascença à porta do templo, em nome de Jesus, o Nazareno:”E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.” (At 3.6).” Jesus, homem é nosso mediador: (1TM 2:5) “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.”
OBJEÇÃO 6: Jesus ressuscitado era um espírito glorificado, não o corpo glorificado.
RESPOSTA APOLOGÉTICA: morre um corpo sem espírito (segundo as testemunhas de Jeová) e ressuscita um espírito sem corpo. Ressurreição espiritual ocorre com os mortos espirituais e não com os mortos físicos.”PORTANTO, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.” (Cl 3.1).
Fonte extraído na íntegra do site > http://www.iepaz.org.br/a-ressurreicao-corporal-de-jesus-2/  em 21/06/2016

segunda-feira, 13 de junho de 2016

O Verdadeiro Evangelho


"Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho"
(Gálatas 1:6)

O que é o Evangelho? Acho que a maioria das pessoas não sabe. Algumas pessoas podem pensar que a maioria dos brasileiros já ouviu o evangelho, mas eu discordo. Não acho que ouviram. Tenho ouvido que muitos pregadores falam do evangelho mas não entregam o evangelho. Temos que ser cuidadosos para fazer uma apresentação precisa. Caso contrário, pode ocorrer um efeito desastroso. Não queremos editar a Palavra de Deus. Não precisamos tentar faze-la mais interessante ao excluir coisas Dela. Também não precisamos faze-La mais complexa adicionando coisas a Ela. Só precisamos declarar a Palavra como ela é, e deixar Deus fazer o Seu trabalho.

Tanto quanto possível podemos procurar construir uma ponte e sermos discretos. Então, estabelecido isso, precisamos compartilhar a verdade da boa nova de Jesus Cristo. A Bíblia adverte sobre um evangelho diferente para as pessoas acreditarem. A apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas: "Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho" (Gálatas 1:6). Devemos nos certificar de que estamos entregando o verdadeiro evangelho.

Aqui está o problema: as pessoas não vão apreciar completamente a boa notícia enquanto não tomarem conhecimento das más notícias. A má notícia é que todos pecamos contra Deus e caímos dos Seus padrões. E se não nos distanciarmos do pecado, a Bíblia diz que vamos passar a eternidade separados de Deus, no inferno.

Certa vez pediram a C. H. Spurgeon para resumir a fé em Cristo em poucas palavras. C. H. Spurgeon usou quatro: "Jesus morreu por mim". Se você sabe esse tanto, então está preparado para compartilhar o evangelho.
Fonte: devocionaisdiarios.com

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Eclesiastes 9.5 colabora com a doutrina do sono da alma ?


Ec 9.5: Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhu­ma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a memória ficou entregue ao esquecimento.
Este versículo é freqüentemente usado pelas testemunhas de Jeová para argumentar que a morte traz aniquilação total da existência. Para apoiar essa idéia de forma ainda mais conclusiva, a Tradução da Torre de Vigia diz: “Pois os viventes estão cônscios de que morrerão, os mortos porém não estão cônscios de absolutamente nada…” Se este versículo for simplesmente tirado de seu contexto e citado como prova, tem‑se a impressão de que as testemunhas de Jeová estão certas. Mas tirar esta passagem de seu contexto pode ser muito perigoso.
Uma ilustração perfeita é o caso de certo cirurgião de trans­plantes que, falando a repórteres sobre um procedimento cirúrgico que estava advogando, citou as Escrituras: “Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida”. Quando eu li a narrati­va no jornal, fiquei perturbado pelo uso que fazia do versículo, e, conferindo, descobri que as minhas suspeitas estavam corretas ‑ ele citava o demônio! No contexto, o versículo diz: “Então Satanás respondeu ao Senhor: Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida” (Jó 2:4).
Além de apresentar o ponto de vista de Deus, a Bíblia também relata muitas coisas ditas e feitas por outras pessoas, algumas boas e outras não tão boas. Ela apresenta os pontos de vista humanos e até mesmo os pontos de vista do demônio, como mencionado acima.
Se estudarmos atentamente Cantares de Salomão, encontrado na maior parte das Bíblias logo depois de Eclesiastes, vamos descobrir que este livro é na verdade uma conversa que envolve, pelo menos, três diferentes pessoas, embora elas não estejam claramente identificadas no texto. Seria possível dizer coisa semelhante sobre Eclesiastes?
Os eruditos reconhecem que este é um livro muito difícil de ser entendido. Mas, aparentemente, o escritor inspirado de Eclesiastes está apresentando um contraste entre pontos de vista: o secular, o ponto de vista materialista, versus o celestial e espiritual. O livro se desenvolve como um debate em andamento que acontece na mente do escritor. O ponto de vista divino triunfa no final, com  a  admoestação de Eclesiastes 12: “Lembra‑te também do teu Criador nos dias da tua mocidade… Tudo já foi ouvido: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é todo o dever do homem” (Ec 12.1,13).
Mas e as partes que antecedem este capítulo? Os primeiros versículos de Eclesiastes 9 parecem refletir o lado secular da batalha. Não apenas o escritor diz no versículo 5 que os mortos não sabem nada, mas também acrescenta “para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol” (v. 6). (Pergunte à testemunha de Jeová se ela acredita que os mortos se foram para sempre. Ela irá responder não, porque acredita em uma futura ressurreição para esta terra debaixo do sol.). O versículo 2 expressa o seguinte pensamento: “Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao mau, ao puro e ao impuro…”, uma ideia contraditória ao resto das Escrituras. (Pergunte à testemunha de Jeová se ela acredita que irá receber o mesmo destino, se for justa ou ímpia. Sua resposta terá que ser não.)
Nós podemos concluir que o versículo 5 está localizado no meio de uma seção que expressa o ponto de vista secular, descrente – não o ponto de vista de Deus.
Qual é o ponto de vista de Deus? Obviamente, Deus sabe se os mortos são ou não cônscios. E ele colocou nas Escrituras um número de referências indicando a resposta. Leia estes versículos com a testemunha de Jeová, perguntando a ela o que cada um deles revela sobre a condição dos mortos:
E quando abriu o quinto selo, vi por baixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa da obra de testemunho que costumavam ter. E gritaram com voz alta dizendo: Até quando, Soberano Senhor, santo e verdadeiro, abster‑se‑á de julgar e vingar o nosso sangue dos que moram na terra? E a cada um deles foi dada uma comprida veste branca; e foi‑lhes dito que descansassem mais um pouco, até que completasse o número dos seus co‑escravos e dos seus irmãos, que estavam para ser mortos assim como eles também tinham dito (Rev. 6:9‑11 [Apocalipse] Tradução do Novo Mundo).
Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor; todavia, por causa de vós, julgo mais necessário permanecer na carne (Fil. 1:23,24).
Jesus disse: Veio a morrer o mendigo, e foi levado pelos anjos para o seio, de Abraão; morreu também o rico, e foi sepultado. No hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe a Abraão, e a Lázaro no seu seio (Luc. 16.22,23).

Fonte de pesquisa: “As Testemunhas de Jeová refutadas versículo por versículo”, David A. Reed; trad. de Marcelus Virgílius Oliveira e Valéria Oliveira. ‑ 2. ed. Rio de janeiro: JUERP, 1990.   FONTE:  Site do CACP,  acesso 06/06/2016

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Conselhos aos universitários cristãos


É muito comum, em cursos de graduação, mestrado ou doutorado etc., alunos cristãos ouvirem gracejos, ironias, comentários preconceituosos a respeito do cristianismo e verberações contra Deus. Não é por acaso que filmes apologéticos como God’s not Dead (Deus não Está Morto) fazem grande sucesso. Eles são uma resposta eficaz aos ataques que os professores e alunos estadunidenses vêm sofrendo simplesmente por terem escolhido seguir a Jesus Cristo.

Alguns universitários cristãos, diante das perseguições, costumam reagir, às vezes de modo hostil. Mas isso não é bom, haja vista o que está escrito em 1 Pedro 3.15: “estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós”. E, pensando nessa dificuldade que os servos de Deus enfrentam, ao longo da sua vida acadêmica, resolvi escrever alguns conselhos, especialmente aos jovens estudantes de ciências sociais e humanas, que têm sofrido os principais ataques no campo ideológico.

1. Não se indisponha com os professores ou colegas. Conscientize-se de que você ingressou na vida acadêmica, sobretudo, para aprender e apreender o que é ensinado, edificando sobre o inabalável fundamento da fé cristã (1 Co 3.10-15). Lembre-se de que o apóstolo Paulo, conquanto tenha tido contato com muitos filósofos, ao passar por importantes centros do saber, como Atenas (de Platão, dos epicureus, estóicos etc.) e Mileto (berço da filosofia pré-socrática), manteve a serenidade e não se deixou influenciar por eles (cf. At 17-20).

2. Procure apreender o que é bom. Muitos educadores, a despeito de serem ateus ou agnósticos, são grandes mestres, com os quais podemos aprender valiosas lições. Ao estudar as principais ciências, eles — que são homens naturais, sem a iluminação do Espírito (1 Co 2.14-16) — passam a considerar a fé cristã e o Santo Livro como seus inimigos figadais. E se sentem no dever de negar veementemente qualquer possibilidade de casamento entre fé e ciência. Sabemos que isso ocorre, na verdade, porque “o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Co 4.4).

3. Leve em consideração que os professores não respeitam a cosmovisão judaico-cristã. Eles estão presos à sua ideologia; não os veja como inimigos, mas ore por eles (cf. Mt 5.43,44). Boa parte dos professores de Direito, Ciência Política, Filosofia, Sociologia, Antropologia, Psicologia, História, Linguística, Teoria da Literatura e disciplinas afins emprega ferramentas epistemológicas e metodológicas contrárias à Palavra de Deus. Eles têm como fonte de autoridade, além da sua própria razão, os grandes filósofos, sociólogos etc.; e não a Bíblia, e as ciências derivadas dela, como: a Teologia Exegética (Hermenêutica e Exegese), a História do Cristianismo, a Teologia Sistemática, a Bibliologia, a Teologia Prática, a Arqueologia Bíblica, a Filologia Sagrada etc.

4. Mantenha-se focado em seus estudos. Pensemos num ateu ou agnóstico que resolve fazer um curso de Teologia em uma faculdade evangélica. Na década de 1990 — quando cursei Teologia pela Faculdade Evangélica de São Paulo (Faesp) —, tive um colega de classe não evangélico. Conquanto ele se sentisse incomodado com alguns ensinamentos, sempre afirmava: “Estou aqui para estudar, e não para polemizar”. Apliquei esse princípio ao estudar ciência política e tive um bom aprendizado. Lembro-me de quando um professor me pediu para discorrer sobre Thomas Hobbes (1588-1679), autor de O Leviatã (1651) e outras obras de grande relevância. Tive muita vontade de mostrar o lado teológico desse pensador inglês, mas mantive o foco no assunto em pauta (política), a despeito de ter feito menção de que ele tinha grande apreço pelas Escrituras, mesmo depois da chamada “era das trevas”, a Idade Média.

5. Exponha sem medo as suas convicções, se tiver oportunidade. No primeiro filme God’s not Dead, um aluno cristão é desafiado pelo professor a defender sua fé. No segundo, uma professora é processada por responder a uma pergunta de uma aluna a respeito de Jesus Cristo. Isso, se ainda não ocorreu, poderá acontecer com você, em algum momento, na apresentação de um trabalho, em algum debate etc. Não tenha medo de falar da Palavra de Deus; esteja preparado; demonstre seus conhecimentos segundo a graça do Senhor; e lembre-se do que disse o Senhor aos seus discípulos, em Mateus 10.19: “não vos dê cuidado como ou o que haveis de falar, porque, naquela mesma hora, vos será ministrado o que haveis de dizer”.

Ciro Sanches ZibordiCiro Sanches Zibordi, é pastor, escritor, membro da Casa de Letras Emílio Conde e da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Autor do best-seller “Erros que os pregadores devem evitar” e das obras “Mais erros que os pregadores devem evitar”, “Erros que os adoradores devem evitar”, “Evangelhos que Paulo jamais pregaria”, “Adolescentes S/A” e “Perguntas intrigantes que os jovens costumam fazer”, todos títulos da CPAD. É ainda co-autor da obra “Teologia Sistemática Pentecostal”, também da CPAD.    Fonte  cpadnews.com.br

quarta-feira, 25 de maio de 2016

CRISTIANISMO, PURO E SIMPLES

Qual de vós terá um amigo, e, se for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães,pois que um amigo meu chegou a minha casa, vindo de caminho, e não tenho que apresentar-lhe; Se ele, respondendo de dentro, disser: Não me importunes   (Lucas 11:5-7).

Que comentário breve, intencional e incisivo é este sobre a relutância humana por ser incomodada quando já tem providenciado tudo para seu descanso! O homem havia fechado a porta, ele e sua família tinham ido para cama. Não gostamos de ser incomodados, seja quando temos nos retirado para o círculo de nosso prazer pessoal, ou quando não temos nenhum desejo de ser chamados.

O nosso bendito Senhor Jesus Cristo nunca foi assim. Ele nunca murmurou por causa do constante incomodo da humanidade necessitada. Ele "andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele" (Atos 10:38). Sua comida e bebida eram fazer a vontade dAquele que O enviou e realizar a sua obra (Jo 4:34). A porta do Senhor sempre está aberta, a fim de que todos sejam bem-vindos, incluindo os mais desprezíveis, culpados e necessitados pecadores. Como um dom gratuito de sua graça, todos podem ter perdão e paz, justiça e vida eterna, o céu a glória eterna.

E agora, leitor cristão, permita uma palavra de exortação. Lembre-se que Cristo é sua vida, e que o cristianismo não é nada mais que a exibição viva de Cristo em seu andar diário. Não é um conjunto de interpretações das Escrituras a ser defendido, ou uma coleção de ordenanças a ser observada. O apóstolo Paulo expressou o que a vida cristã era quando disse: "Porque para mim o viver é Cristo" (Filipenses 1:21). Isto é cristianismo! Que o conheçamos e manifestemos o seu poder!
Fonte: apaz.com.br

5 perguntas do novo convertido


1 – O Que Aconteceu Comigo?

Leitura Bíblica: Evangelho de João, capítulos 1 e 3.

Que pergunta interessante: “O que aconteceu comigo?” E é uma pergunta importante também. Compreendendo o ocorrido, você se firmará melhor na vida cristã. Talvez sua experiência tenha ocorrido numa reunião, na igreja ou mesmo em casa. Certamente alguém o ajudou. Mas como foi? Eu sei! Você ouviu falar de Jesus e do Seu amor. Você sentiu que Jesus o ama, e pediu que Ele entrasse em sua vida. Pois bem, o que significa tudo isto? Duas coisas ocorreram:

Jesus Se tornou o seu Salvador.
Você se tornou um filho de Deus.
Isto se chama salvação. Você agora está salvo. Salvo de quê? Deus quer que você saiba três coisas:

O homem é pecador — Romanos 3.23; Romanos 6.23
O homem não pode salvar a si mesmo — João 1.11-12
Somente Cristo pode salvar o homem — João 3.16; 1ª João 5.12
Quando você foi salvo por Cristo, algo mais aconteceu em sua vida. Você se tornou um filho de Deus. Filho de Deus? Que significa isto?

Quando Jesus Se tornou o seu Salvador, Ele lhe trouxe nova vida: a vida de Deus e as características de Deus. A Bíblia chama a isto novo nascimento (João 3.3). Pelo nascimento físico, você se tornou filho de seus pais humanos, e pelo nascimento espiritual, você se tornou filho do Pai Celestial.

Assim como você cresceu e se desenvolveu fisicamente, deverá também crescer e se desenvolver espiritualmente.



2 – E Agora, que Devo Fazer?

Leitura Bíblica: Evangelho de João 5.14; 5.24; 5.37; 5.39; 6.35.

Você é um recém-nascido espiritual, e portanto precisa crescer. É tão trágico ver uma criança cujo crescimento mental e físico ficou paralisado! Isto traz muita tristeza aos pais. O Pai Celestial quer que você se desenvolva na fé.

Como crescer em Deus? Primeiramente, lembre-se de que a sua vida espiritual tem origem em Jesus Cristo, o Filho de Deus. Cristo vive em você, não se esqueça. (1ªJoão 5.12.) Não obstante, um recém-nascido precisa ser alimentado. A criança abandonada acaba morrendo. Você precisa nutrir a sua vida espiritual, mas como fazê-lo?

A Bíblia – Ler a Bíblia ou negligenciar a sua leitura determinará o seu futuro espiritual. Você deve ler a Bíblia diariamente (1ªPedro 2.2.)

A Oração – A melhor explicação para a oração é esta: Orar é falar com Deus e deixar que Ele fale com você. Dê lugar à oração em sua vida. Ore diariamente. Fale com Deus como você falaria com um amigo muito chegado. Ele é o seu melhor amigo. Não se preocupe com seu vocabulário; Deus está muito mais interessado na sua atitude ao orar do que nas palavras usadas.

O Testemunho – Conte para outros o que sucedeu com você. Uma testemunha é a pessoa que testifica de algo que viu e que experimentou. Se Jesus é o seu Salvador, então fale dEle para os demais. Você se fortalecerá na fé através do testemunho de Jesus Cristo.

Assistência ao Culto – Se você tirar uma braseira da fogueira, ela logo se apagará. Da mesma maneira, os filhos de Deus precisam uns dos outros.

A Obediência – Quando Deus ordena que você faça ou deixe de fazer alguma coisa, obedeça logo. Jesus é o Seu Salvador, mas também o seu Senhor. Não se pode obedecer a dois senhores. Como posso saber o que é certo e o que não é? Pergunte a si mesmo: será que tal coisa agrada a Deus? Julgue a sua ação pela Palavra de Deus.

Se seguir esses passos tão simples, você se tornará um cristão maduro e Deus poderá usá-lo.



3 – Como Posso me Tornar um Cristão Forte e Maduro?

Leitura Bíblica: Evangelho de João capítulos 13, 14 e 15.

Há duas razões importantes por que você, como cristão (ou crente), precisa se fortalecer e crescer: 1) Para poder viver uma vida abundante e vitoriosa; 2) Para servir ao Senhor.

Talvez você se sinta muito incapacitado. Ótimo! É bom sentir-se fraco. Assim você reconhecerá que precisa de ajuda e o Senhor poderá ajudá-lo.

Poder Para Vencer – Na primeira vez que você praticar um erro, o diabo vai lhe dizer: “Não adianta, você não dá conta mesmo. É melhor desistir”. Esta é uma das táticas prediletas do inimigo. Lembre-se de uma coisa: tentação não é pecado. Até mesmo Jesus foi tentado. Reconheça os seus pontos fracos — o ódio, o nervosismo, o gênio violento etc. — e peça a Deus para remover da sua vida essas coisas.

Coopere com Deus – Jesus é quem lhe dará a vitória. “Resisti ao diabo e ele fugirá de vós”, diz a Bíblia em Tiago 4.7. Jesus prometeu enviar o “Consolador”, o Espírito Santo, para nos ajudar. Note bem, na leitura bíblica deste capítulo, o que o Espírito Santo pode fazer em seu favor. Cultive a presença de Deus e de Jesus em sua vida.

Poder Para Servir a Deus – O Espírito Santo tem uma outra obra para operar em sua vida, além da salvação. É denominada o batismo com o Espírito Santo e é a mesma experiência que encontramos registrada no capítulo 2 de Atos dos Apóstolos. Antes de Jesus ascender aos céus, Ele disse aos Seus discípulos que os batizaria no Espírito Santo, e que isso lhes daria “poder” para testemunhar sobre Ele.

Jesus É o Batizador – Como receber este batismo? Você deve achegar-se a Jesus o máximo possível, principalmente através da oração, do louvor e da adoração. Entregue-se totalmente a Ele. Esta expeiência será a porta de entrada paraoutras experiências espirituais maravilhosas.



4 – O Que Deus Espera de Mim?

Leitura Bíblica: Evangelho de João capítulos 16, 17 e 18.

Em João 16.7 está escrito que o Espírito Santo guiará você em toda a verdade. Algumas fases dessa experiência serão maravilhosas, mas outras darão ênfase à sua responsabilidade como filho de Deus. Assim como a criança tem que aprender a aceitar responsabilidades à medida que cresce, assim acontece na vida cristã. Você não desejaria permanecer criança, mas, sim, crescer no conhecimento de Cristo. Quais são as responsabilidades a que nos referimos?

Aceitar a Jesus Como seu Mestre – Para deixar clara a lealdade que tinham para com Jesus, quando Ele viveu aqui na terra, os discípulos O chamavam de Senhor e Mestre. Jesus aceitou esta posição de lealdade e lhes disse: “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos” (João 14.15). Antes pertencíamos ao pecado e ao diabo, mas agora temos um novo “dono”, um novo “Senhor”. Portanto, obedeçamos os Seus mandamentos, como prova de nosso amor.

Dê a Jesus o Lugar Principal em Sua Vida – Isto significa: faça de Jesus o ponto central de sua vida. Fale com Ele, leia a Sua Palavra, viva com o Seu povo (outros cristãos), dê o seu tempo a Ele. Assista aos cultos da igreja; faça oração em particular e ore também com a sua família (se tiver família). Torne-se parte integrante da sociedade cristã.

Dê a Cristo os seus Talentos – Que significa isto? Se você tiver habilidades, use-as para Ele. A sua cultura, sua saúde e energia, seus conhecimentos e capacidades naturais devem ser empregados para a glória de Jesus. Procure o pastor ou o dirigente da igreja que você escolheu, e coloque-se à disposição da igreja para ajudar no que for possível. Entregue seus bens materiais para Jesus. Contribua com ofertas e dízimos para a propagação do evangelho e para a manutenção da igreja onde você asiste aos cultos.

Torne-se Membro de uma Igreja – Você agora pertence a uma nova família, o povo de Deus. Demonstre isso frequentando uma igreja e tornando-se membro dela. Você sentirá que pertence à família de Deus, e poderá ajudar outros em suas necessidades. Você vai sentir, de agora em diante, uma paixão ardente pelos pecadores e um desejo de testemunhar do poder de Jesus. O maior prazer da sua vida será ganhar almas para Jesus Cristo.



5 – Qual Deverá Ser a Minha Conduta?

Leitura Bíblica: Evangelho de João capítulos 19, 20 e 21.

Uma vez que Jesus agora é o seu Mestre e dono, torna-se necessário saber obedecer-Lhe. Você precisa estar ciente de como deve andar diante de Deus. A Bíblia, naturalmente, contém certos princípios que devem ser observados e que abrangem todas as áreas da vida.

Ame a Jesus sobre todas as coisas. Demonstre consideração por Ele e pelo que a Sua Palavra diz. Pergunte a si mesmo: será que isto agrada ao Senhor? Será que Jesus faria isto?
Tenha consideração por seu próximo. Não seja uma pedra de tropeço para outro irmão ou um amigo qualquer. A sua vida é uma Bíblia aberta, lida por todos. A partir do momento em que você se identificou com Cristo, os outros do mundo passaram a observá-lo. Dê bom testemunho.
Seja paciente. Aprenda a esperar em Deus. Não pense que pode dar ordens a Ele. Ele é Senhor e não servo. Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus. Deus tem o Seu tempo e a Sua hora. Lembre-se sempre de que Ele o ama.
Busque o conselho dos outros. Deixe que o seu pastor ou outros irmãos mais experimentados o orientem. Servos de Deus dedicados sabem orar, e geralmente podem considerar um problema sob vários ângulos. Faça parte integrante da família de Deus.
Entregue os seus caminhos ao Senhor. Isto significa entregar a sua vida, seus talentos, seus bens materiais, sua família, sua cultura, seu corpo, enfim, tudo. Fomos comprados por um preço inigualável – o sangue de Jesus. Portanto, entregue até as mínimas coisas de suavida nas mãos do Senhor Jesus.
Peça para Deus lhe dar amor. Amor por Ele e também pelos outros. O amor de Deus lhe dará poder e autoridade para ganhar outros para o reino de Deus, e fará com que você ame até seus inimigos.

Fonte:  http://www.iepaz.org.br/5-perguntas-do-novo-convertido/#sthash.oSU5o89C.dpuf